20 Novembro 2009

O acolhimento é expressão viva do amor

Os mais pequeninos da nossa comunidade dão os primeiros passos na sua caminhada para descobrir Jesus como amigo, descobrir e sentir que há uma comunidade que os ama, respeita, anima e lhes dá carinho. Este acolhimento é expressão viva desse amor.

Foi neste espírito que no sábado, dia 14 a Comunidade Paroquial de Tavira recebeu as crianças do primeiro ano para a celebração da “Festa do Acolhimento”.

As crianças na presença do nosso sacerdote Pe. Dinis, assumiram o compromisso de não faltar à catequese. Com bastante entusiasmo os pequeninos responderam afirmativamente ao desafio de acolher Jesus no seu coração. Tal como o Sr. Padre disse, iremos neste tempo de Advento, que se aproxima, prepararmo-nos para receber Jesus que é a nossa luz.

O compromisso foi simbolizado por três crianças, que representando os grupos de catequese, colaram um coração com todos os seus nomes, num cartaz pintado com a imagem da capa do catecismo: “Jesus gosta de mim”.

Estiveram presentes familiares e catequistas destes meninos que participaram activamente na Eucaristia. Toda a comunidade cristã sentiu, que a apresentação destes meninos e meninas é o começo do seu crescimento na fé. Esta responsabilidade de evangelização é de todos nós, discípulos de Cristo, de incentivar os mais jovens a seguirem a Luz, que é Jesus.

As catequistas dos 1ºs anos



11 Outubro 2009

Somos um laço grande, resistente e bem apertado.

Aconteceu hoje mais um acolhimento na nossa catequese.

Fui ver ao dicionário da Língua Portuguesa o significado da palavra acolhimento: admitir em sua casa ou companhia.

Contudo, para nós ele é muito mais do que isso: é receber, em Igreja, com sentimento…
São 19 grupos de catequese acolhidos um a um, de forma individual, particularizada, como se cada grupo fosse único; é ver em cada criança algo que a define como um ser especial.

A este respeito já a raposa de Saint-Exupéry pedia ao Principezinho “Por favor … Cativa-me! Se tu me cativares passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim e para ti eu também passo a ser única no mundo”

Foi então que a nossa Coordenadora da Catequese nos surpreendeu a todos quando anunciou um acontecimento maravilhoso: Jesus, o nosso grande amigo, escreveu uma carta belíssima aos meninos e jovens de Tavira. Perante o silêncio respeitoso da Igreja, apinhada de meninos e seus familiares, a Isabela leu a carta chegada do Céu:


Céu dourado de Outono,
10 de Outubro de 2009
Queridos amigos

Passou muito tempo sem nos juntarmos. Chegou o Verão, terminaram as aulas, chegaram as férias, e muitos de vós partiram, deixaram a escola, os amigos e muitos deixaram também a vida cristã.
Hoje aqui reunidos quero lembrar-vos de quando enviei os meus discípulos a anunciar a Boa-Nova do Reino a toda a gente.
Eu sou a Boa-Nova. Por isso, foram enviados a partilharem o que aprenderam e conheceram de Mim.
Durante estas férias, os meus discípulos perguntaram-Me assim:
- Mestre, Tu sabes o que é que os meninos de Tavira aprendem sobre Ti na catequese?
Eu respondi:
- Ide vós saber o que é que eles conhecem de mim!!!
Sabem, eu nunca facilitei as respostas. Sempre os fiz pensar pelas suas próprias cabeças.
Foi então que os meus discípulos tiveram uma ideia luminosa: Entregar a cada grupo de catequese um tijolo para ser devolvido no final do ano.
E esse tijolo deverá voltar enriquecido com os conhecimentos das catequeses, das eucaristias, dos sacramentos, das celebrações…
Achei muito bem!!! Porque todos vós sabeis como sois peças importantes e fundamentais da minha Igreja. Vós sois a minha Igreja.
Aguardo ansioso a vossa resposta, em carta a devolver com o respectivo tijolo.
Com amor o vosso Jesus

E não preciso de dizer mais nada, a não ser pedir ao Senhor que nos cative, a todos, catequizandos e catequistas, famílias e amigos, conhecidos e desconhecidos…

Que os nossos párocos, com a sua Sabedoria e Prudência, nos ajudem a criar laços, ou seja, um laço grande, resistente e bem apertado, para que possamos, no final deste ano catequético mostrar a edificação da igreja de tijolos, que afinal somos todos nós, as pedras vivas do Templo do Senhor.


A Catequista Aida de Jesus



21 Setembro 2009

Dividir para Multiplicar

Está de parabéns a nossa vigararia de Tavira com a partilha de cinco paróquias por dois sacerdotes, a saber: Cachopo, Martim Longo e Vaqueiros com Santiago e Santa Maria. A união perfeita na diversidade da serra e do mar.

Estes dois sacerdotes, Pe. Dinis e Pe. Flávio, têm a nobre missão de descentralizar, fazendo-nos desinstalar do nosso comodismo, para que acorramos àqueles que estão mais isolados.

Nós cristãos temos a obrigação acrescida de contrariar a tendência de ostracizar a serra, inclusive na sua forma mais primária, pois nem os acessos favorecem a mobilidade; mas quando há amor pelos irmãos do longe se faz perto.

A vigararia tem de ser expressão de dinamismo, na comunhão entre as diferentes comunidades; por isso esperamos que estes sacerdotes se sintam realmente acolhidos, se sintam em casa, nas comunidades que agora vão assumir e partilhar.


“Maior é o que serve”- foi a mensagem central do Evangelho deste XXV domingo, das tomadas de posse, e agora que já não são dois, mas um só, falam uma nova linguagem: dividir para multiplicar.

Acreditamos que as respectivas comunidades, na diversidade dos seus movimentos, saibam, animadas pelo Espírito Santo, acolher quem vem para servir.

Deixemo-nos sensibilizar por este exemplo de partilha e questionemo-nos…

E nós já servimos hoje?


Isabela Neves

14 Julho 2009

Avé ó Cheia de Graça

Foi a expressão de acolhimento com que a comunidade de Tavira recebeu Maria, à semelhança de sua prima Isabel. A imagem peregrina faz a sua visita à nossa cidade de 04 a 18 de Julho. Durante este período, as crianças tiveram o seu momento de veneração a Nª Senhora no passado domingo dia 12, na eucaristia das 11 horas, na Igreja de Santa Maria do Castelo.

Correspondendo ao desafio lançado, contámos com a presença de mais de uma centena de crianças, que se encarregaram da liturgia. Fizemos a experiência de dramatizar o Evangelho, o que concorreu para que estivessem todos mais atentos e interiorizassem melhor a mensagem.

Falava-nos o Evangelho deste XV domingo no chamamento e envio dos 12 apóstolos, enviados dois a dois pois “É melhor dois do que um só: Tirarão melhor proveito do seu esforço. Se caírem, um ergue o seu companheiro. Mas ai do solitário que cai: Não tem outro para o levantar!” (Livro do Eclesiastes)

Como forma de acção de graças, enquanto dois jovens liam um texto em que Deus nos envia a proclamarmos um Evangelho vivo para que todos possamos participar, as nossas crianças iam escrevendo as suas orações num cartãozinho que tinha como mote a frase: “Querida Mãe do Céu, eu …

Essas mensagens individuais foram presas aos balões, brancos da cor da paz e azuis do céu, que foram lançados ao mesmo tempo, para alegria de pequenos e grandes, reflectida no rosto de todos os presentes.

A catequista Isabela Neves

17 Junho 2009

Passeio de catequistas

Faz sentido, neste dia 10 de Junho, começar por lembrar Camões, o grande mestre da poesia portuguesa.

E por analogia, embora indignamente, fazer referência ao trabalho meritório dos catequistas que finalizam mais um ano de entrega, doação e amor pelos seus catequizandos.
Recordemos este pequeno e maravilhoso excerto do Canto I dos Lusíadas:

As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram,
Novo reino, que tanto sublimaram.
(…)
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Sem querer ferir susceptibilidades e como o feriado se afigurou de alegria, ousámos nós também cantar:

Eles, catequistas abençoados
Que, por acção do Espírito Santo,
Em corações um tanto desbravados,
Ultrapassam barreiras entretanto
Por nosso Jesus Cristo, são esforçados
Movidos na alegria, sem um pranto
Instruem e educam na santidade
Os que são filhos de Deus de verdade.
(…)
Enviados por Deus, a toda a parte
Ensinando com amor e com arte.

Guadiana, rio acima, até à pequena Vila de Alcoutim contra a força da vazante, no barco Peninsular, navegando a 10 nós, seguiam cerca de 85 pessoas: catequistas de Tavira e seus familiares.

As águas calmas do rio, ladeadas pelas margens de canavial e loendros portugueses e espanhóis foram o cenário ideal para o passeio e almoço partilhado, de tanta gente, unida pela cor da mesma bandeira: Jesus Cristo.

O nosso guia espiritual, padre Dinis Faísca teve oportunidade de contactar mais de perto com todos os seus colaboradores nesta obra grandiosa e de conhecer um pouco mais as diferenças que caracterizam cada um em particular.

A sua disponibilidade foi notória para dar uma palavrinha aqui, um sorriso acolá, ao seu jeito tímido, mas inteligente, elegante e perspicaz.

Foi um dia bem passado.

Bem hajam todos os que contribuíram para que transparecesse a união, a alegria, a serenidade e a sensação do dever cumprido.

Para o ano haverá mais trabalho.

Reconfortemo-nos nas férias para o regresso em Outubro, com ânimo, fé e coragem para encetarmos a caminhada bendita ao encontro do Altíssimo.

E já agora, para acabar, como começámos, com Camões é claro…

Queridos catequistas…

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

Amemo-nos, pois, uns aos outros e adoremos a Deus sobre todas as coisas.