11 Outubro 2009

Somos um laço grande, resistente e bem apertado.

Aconteceu hoje mais um acolhimento na nossa catequese.

Fui ver ao dicionário da Língua Portuguesa o significado da palavra acolhimento: admitir em sua casa ou companhia.

Contudo, para nós ele é muito mais do que isso: é receber, em Igreja, com sentimento…
São 19 grupos de catequese acolhidos um a um, de forma individual, particularizada, como se cada grupo fosse único; é ver em cada criança algo que a define como um ser especial.

A este respeito já a raposa de Saint-Exupéry pedia ao Principezinho “Por favor … Cativa-me! Se tu me cativares passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim e para ti eu também passo a ser única no mundo”

Foi então que a nossa Coordenadora da Catequese nos surpreendeu a todos quando anunciou um acontecimento maravilhoso: Jesus, o nosso grande amigo, escreveu uma carta belíssima aos meninos e jovens de Tavira. Perante o silêncio respeitoso da Igreja, apinhada de meninos e seus familiares, a Isabela leu a carta chegada do Céu:


Céu dourado de Outono,
10 de Outubro de 2009
Queridos amigos

Passou muito tempo sem nos juntarmos. Chegou o Verão, terminaram as aulas, chegaram as férias, e muitos de vós partiram, deixaram a escola, os amigos e muitos deixaram também a vida cristã.
Hoje aqui reunidos quero lembrar-vos de quando enviei os meus discípulos a anunciar a Boa-Nova do Reino a toda a gente.
Eu sou a Boa-Nova. Por isso, foram enviados a partilharem o que aprenderam e conheceram de Mim.
Durante estas férias, os meus discípulos perguntaram-Me assim:
- Mestre, Tu sabes o que é que os meninos de Tavira aprendem sobre Ti na catequese?
Eu respondi:
- Ide vós saber o que é que eles conhecem de mim!!!
Sabem, eu nunca facilitei as respostas. Sempre os fiz pensar pelas suas próprias cabeças.
Foi então que os meus discípulos tiveram uma ideia luminosa: Entregar a cada grupo de catequese um tijolo para ser devolvido no final do ano.
E esse tijolo deverá voltar enriquecido com os conhecimentos das catequeses, das eucaristias, dos sacramentos, das celebrações…
Achei muito bem!!! Porque todos vós sabeis como sois peças importantes e fundamentais da minha Igreja. Vós sois a minha Igreja.
Aguardo ansioso a vossa resposta, em carta a devolver com o respectivo tijolo.
Com amor o vosso Jesus

E não preciso de dizer mais nada, a não ser pedir ao Senhor que nos cative, a todos, catequizandos e catequistas, famílias e amigos, conhecidos e desconhecidos…

Que os nossos párocos, com a sua Sabedoria e Prudência, nos ajudem a criar laços, ou seja, um laço grande, resistente e bem apertado, para que possamos, no final deste ano catequético mostrar a edificação da igreja de tijolos, que afinal somos todos nós, as pedras vivas do Templo do Senhor.


A Catequista Aida de Jesus



21 Setembro 2009

Dividir para Multiplicar

Está de parabéns a nossa vigararia de Tavira com a partilha de cinco paróquias por dois sacerdotes, a saber: Cachopo, Martim Longo e Vaqueiros com Santiago e Santa Maria. A união perfeita na diversidade da serra e do mar.

Estes dois sacerdotes, Pe. Dinis e Pe. Flávio, têm a nobre missão de descentralizar, fazendo-nos desinstalar do nosso comodismo, para que acorramos àqueles que estão mais isolados.

Nós cristãos temos a obrigação acrescida de contrariar a tendência de ostracizar a serra, inclusive na sua forma mais primária, pois nem os acessos favorecem a mobilidade; mas quando há amor pelos irmãos do longe se faz perto.

A vigararia tem de ser expressão de dinamismo, na comunhão entre as diferentes comunidades; por isso esperamos que estes sacerdotes se sintam realmente acolhidos, se sintam em casa, nas comunidades que agora vão assumir e partilhar.


“Maior é o que serve”- foi a mensagem central do Evangelho deste XXV domingo, das tomadas de posse, e agora que já não são dois, mas um só, falam uma nova linguagem: dividir para multiplicar.

Acreditamos que as respectivas comunidades, na diversidade dos seus movimentos, saibam, animadas pelo Espírito Santo, acolher quem vem para servir.

Deixemo-nos sensibilizar por este exemplo de partilha e questionemo-nos…

E nós já servimos hoje?


Isabela Neves

14 Julho 2009

Avé ó Cheia de Graça

Foi a expressão de acolhimento com que a comunidade de Tavira recebeu Maria, à semelhança de sua prima Isabel. A imagem peregrina faz a sua visita à nossa cidade de 04 a 18 de Julho. Durante este período, as crianças tiveram o seu momento de veneração a Nª Senhora no passado domingo dia 12, na eucaristia das 11 horas, na Igreja de Santa Maria do Castelo.

Correspondendo ao desafio lançado, contámos com a presença de mais de uma centena de crianças, que se encarregaram da liturgia. Fizemos a experiência de dramatizar o Evangelho, o que concorreu para que estivessem todos mais atentos e interiorizassem melhor a mensagem.

Falava-nos o Evangelho deste XV domingo no chamamento e envio dos 12 apóstolos, enviados dois a dois pois “É melhor dois do que um só: Tirarão melhor proveito do seu esforço. Se caírem, um ergue o seu companheiro. Mas ai do solitário que cai: Não tem outro para o levantar!” (Livro do Eclesiastes)

Como forma de acção de graças, enquanto dois jovens liam um texto em que Deus nos envia a proclamarmos um Evangelho vivo para que todos possamos participar, as nossas crianças iam escrevendo as suas orações num cartãozinho que tinha como mote a frase: “Querida Mãe do Céu, eu …

Essas mensagens individuais foram presas aos balões, brancos da cor da paz e azuis do céu, que foram lançados ao mesmo tempo, para alegria de pequenos e grandes, reflectida no rosto de todos os presentes.

A catequista Isabela Neves

17 Junho 2009

Passeio de catequistas

Faz sentido, neste dia 10 de Junho, começar por lembrar Camões, o grande mestre da poesia portuguesa.

E por analogia, embora indignamente, fazer referência ao trabalho meritório dos catequistas que finalizam mais um ano de entrega, doação e amor pelos seus catequizandos.
Recordemos este pequeno e maravilhoso excerto do Canto I dos Lusíadas:

As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram,
Novo reino, que tanto sublimaram.
(…)
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Sem querer ferir susceptibilidades e como o feriado se afigurou de alegria, ousámos nós também cantar:

Eles, catequistas abençoados
Que, por acção do Espírito Santo,
Em corações um tanto desbravados,
Ultrapassam barreiras entretanto
Por nosso Jesus Cristo, são esforçados
Movidos na alegria, sem um pranto
Instruem e educam na santidade
Os que são filhos de Deus de verdade.
(…)
Enviados por Deus, a toda a parte
Ensinando com amor e com arte.

Guadiana, rio acima, até à pequena Vila de Alcoutim contra a força da vazante, no barco Peninsular, navegando a 10 nós, seguiam cerca de 85 pessoas: catequistas de Tavira e seus familiares.

As águas calmas do rio, ladeadas pelas margens de canavial e loendros portugueses e espanhóis foram o cenário ideal para o passeio e almoço partilhado, de tanta gente, unida pela cor da mesma bandeira: Jesus Cristo.

O nosso guia espiritual, padre Dinis Faísca teve oportunidade de contactar mais de perto com todos os seus colaboradores nesta obra grandiosa e de conhecer um pouco mais as diferenças que caracterizam cada um em particular.

A sua disponibilidade foi notória para dar uma palavrinha aqui, um sorriso acolá, ao seu jeito tímido, mas inteligente, elegante e perspicaz.

Foi um dia bem passado.

Bem hajam todos os que contribuíram para que transparecesse a união, a alegria, a serenidade e a sensação do dever cumprido.

Para o ano haverá mais trabalho.

Reconfortemo-nos nas férias para o regresso em Outubro, com ânimo, fé e coragem para encetarmos a caminhada bendita ao encontro do Altíssimo.

E já agora, para acabar, como começámos, com Camões é claro…

Queridos catequistas…

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

Amemo-nos, pois, uns aos outros e adoremos a Deus sobre todas as coisas.

12 Junho 2009

Encerramento da Catequese 06 de Junho de 2009

«Vós é que sois as minhas testemunhas» (Is. 43,10)

O jardim junto da igreja de Santa Maria foi pequeno para acolher as crianças e os jovens, que no dia 6 de Junho se reuniram para encerrar este ano de catequese.

Estiveram cerca de quatrocentos participantes. Muitos foram as crianças, os jovens, os pais, os irmãos, os familiares e amigos que quiseram colaborar e partilhar da alegria de ser comunidade. Sem eles esta festa de encerramento não teria sido possível.

Iniciou-se com um peddy-paper pela zona histórica da nossa cidade. Todos deram o seu melhor na realização das tarefas distribuídas pelas dezanove etapas. Umas teóricas, outras lúdicas, todas tiveram como base os catecismos utilizados nos diversos anos de formação. No final do percurso fizeram o seu compromisso no mural que construíram.

Seguiu-se um convívio com piquenique. Aí todos puderam partilhar o lanche e recuperar forças e serenidade para a celebração eucarística. Foi tanta a generosidade que depois dos participantes terem lanchado, os alimentos foram encaminhados para a Conferência de São Vicente de Paulo.

Na celebração eucarística os lenços amarelos, com os símbolos de cada equipa acenaram, como que dizendo: «Quem nos poderá separar do Amor de Cristo?» (Rom. 8,35). A comunidade esteve unida ao seu pastor com um único pensamento “Jesus é o nosso Caminho”.

Boas férias a todos!

Encontramo-nos na Eucaristia.

A equipa organizadora do peddy-paper, Ana Maria, António, Marcelo, Mariana, Paula e Sónia